Da madureza do tempo

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Quando os meninos passaram ligeiros pela rua

Alguém gritou para impedi-los que crescessem

Eles insistiram e seguiram sem olhar pra trás.

Um tinha a merenda no bolso,

Um tinha um canivete,

O outro tinha um livro.

Nisso o sol ia desmaiando, quando novamente alguém gritou insistentemente;

Nenhum gesto foi notado pelas pessoas atentas, que mudasse o desatino dos meninos.

Os desatentos seguiram sem ligar para o que ocorria.

De repente o mundo desabou em chuva e quase todos correram a proteger-se do temporal.

Os meninos se esconderam rapidamente, sem prejuízo nenhum para a sua caminhada.

Apenas um livro caiu na terra molhada e depois de alguns anos ele deu bons frutos,

De onde recolhi estes escritos, antes de tornar maduros, desejos e pensamentos do inexorável tempo.

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