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Exemplo de Turismo


Das cidades do extremo sul da Bahia que sentem mais a ausência de políticas públicas vinculadas ao turismo – achamos nós – que Cabrália é a que mais se ressente. Não que o turismo, pelo menos no modelo, perfil e método existente em nossa região, seja algo que possamos nos orgulhar. Ao contrário, basta ver a situação das cidades do litoral do sul e extremo sul da Bahia, para se entristecer da forma com que o atual modelo de turismo se instalou. Os ambientalistas, os técnicos do Iphan e estudiosos da área que o digam o quanto sofreram para enfrentar a voracidade dos empreendimentos turísticos, a desmatar florestas e a levantar seus prédios “modernos”, achando-se grandes (fu)turistas. Basta chegar em Porto Seguro para se constatar o estrago bestial que exerceu os empreendimentos hoteleiros, em nome de um turismo “classe A.” Seria cômico se não fosse trágico, pois feiúra e desperdício juntos (de)formaram a cidade.

Sem levantamentos estatísticos, constata-se de cara que Porto Seguro bate o recorde em exemplo de um turismo que não queremos mais. Por isso Cabrália – nem Belmonte – devem se ressentir e lamentar.

Quem sabe as suas comunidades de cidadãos jovens e velhos possam exigir que os que se lançaram a serem administradores municipais neste pleito, respeitem, cuidem e façam projetos que beneficiem os seus moradores e também os seus visitantes.

Se Cabrália representa o fracasso e Porto Seguro o sucesso de um modelo de turismo, temos muuuita coisa a conversar, para entender, conceituar e consensuar sobre o que queremos enquanto proposta de sociedade. No entanto, lugares como Porto Seguro não passa de uma ilusão mercadológica do capitalismo e está fadado ao colapso logo logo.

Assim poderá acontecer – em efeito dominó – com tantas outras cidades que insistirem em “invejar” Porto Seguro e esquecer-se de sua história e de seu povo. Esperamos que isso se modifique, para contarmos a história de maneira diferente.

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