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DESORDENS DO PROGRESSO

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FOI EXATAMENTE ASSIM…

Numa mata pouco aberta

Um homem observa…

Um tucano se alimenta pacientemente naquela hora do dia.

Em geral, ou normalmente seria tranqüilo – e é – um pássaro se alimentar sem horário.

Mesmo porque nem pássaro ou bicho qualquer se importa com a hora, nem aposentado homem ou mulher, nem qualquer pessoa sã que suporta e ou questiona este sistema besta que quer manter as pessoas prisioneiras de um modo de vida sem lógica nem sentido. Com hora pra tudo, num mundo cada vez mais veloz.

Mas em geral ou normalmente seria tranqüilo – e é – que um pássaro se alimente de dia e sem hora e este bicho é exatamente um tucano, sendo observado pelo homem. E assim ele narrou a sua contemplação:

Ele engole uma pitanga, depois de separar polpa e semente; e depois engole outra e mais outra ainda. Depois pula para um pé de goiaba e se alimenta soberbamente de uma goiaba bem madura, quase se lambuzando.

O homem que observa pensa: – como seria bom se fosse assim sempre com todos nós, entre uma fome e outra, viver e se alimentar livremente. E continua: – ainda tem gente que ousa matar um passarinho desse; ousa matar um bicho do mato pelo prazer de matar.

Resolveu pensar outra coisa: mas tem gente que mata até gente! Suspirou num lamento.

Um ano depois em que ele se ausentou daquela floresta, seu espanto foi maior ainda.

Agora ao retornar, não viu mais nenhuma árvore, nenhuma sombra, nenhum tucano, para o mal da região e para a ameaça do planeta. Infelizmente.

Obs: relato colhido pelo VioladeBolso com “seo” Raimundo, na beira do rio Santa Cruz.

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