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Hiroshima, mon amour

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Passeei pelos mutilados.
80 mil?!
Não. Não eram corpos mutilados!
Era um filme acabado.
Mas não acabou quando por fim…
Por fim mutilou.
10 segundos que vi.
– Não viu.Em 10 segundos senti.
– Não sentiu.
Nem quem estava lá deu tempo pra sentir.
Teve gente que sorriu.
Outros nem tempo pra chorar.
Alguém te deu uma rosa.
Uma rosa negra, cinzenta.
Mais parecia um cogumelo.
Mas não dos da alucinação.
Desses que de belo nem a cor;
menos o coração.
Vermelho, era a terra e o céu.
Com o sangue, sangue
Coagulado no vale do perdão.
Não me peças diplomacia por 80 mil,
Porque na minha memória,
(Que não vivi,
Que não senti)
“No meu coração, o Sol é sempre vermelho”.
(Poema de George Ardilles, extraído do seu blog www.georgeardilles.blogspot.com/)

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