De Livros, lugares e Homens

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A Geografia leve

Em setembro de 1999 em Sampa, tive a oportunidade e o privilégio de encontrar e ouvir Milton Santos, baiano, homem da história da geografia brasileira, um pensador do mundo. Em junho de 2001, no São João ele falecera, para a tristeza de todos. Ao saber de sua morte, escrevi o poema abaixo:

Meu amigo é um rio,
Ele tem uma nave de madeira leve
Que flutua lá no fundo do ribeirão.

Meu amigo é uma árvore,
Ele viceja em folha e flores verdes de sol
Que se mistura à comunhão dos quintais.

Meu amigo é um trem,
Ele trilha tortuosos caminhos de vida
Mas não perde o seu olhar de desejo e esperança.

Meu amigo é um livro,
Ele aprende e ensina com seu gesto plural
E o seu alfabeto é de paisagem e pluma.

Meu amigo é uma flauta,
O seu canto sempre foi a idéia de humanidades
Da aragem doce da geografia, ele queria tocar o mundo e os seus sentidos.

Meu amigo agora é estrela no céu,
De sua aparente morte fica um brilho intenso que não se apaga
E povoa os nossos sonhos.

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