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Faz escuro mas eu canto

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O Poeta Thiago de Mello sempre cantou a liberdade e o amor.
Como disse Neruda sobre ele, Thiago de Mello es um transformador del alma.
Do livro “Faz escuro mas eu canto*” a poesia abaixo evoca o dia da labuta na palma de nossa mão:

O Pão de cada dia

Que o pão encontre na boca
O abraço de uma canção inventada no trabalho.
Não a fome fatigada
de um suor que corre em vão.

Que o pão do dia não chegue
sabendo a resto de luta e a troféu de humilhação.
Que o pão seja como flor
festivamente colhida
por quem deu ajuda ao chão.

Mais do que a flor, seja o fruto
nascendo límpido e simples,
sempre ao alcance da mão.
Da minha e da tua mão.

* Thiago de Mello, Faz Escuro mas eu canto/Ed. Civilização Brasileira, 1985.

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