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Da madureza do tempo

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No tempo em que ele era menino

No tempo em que ele era menino
o beco que saía da rua e findava perto do rio era enorme.
Musgos, bichos pequenos e uma umidade estranha enchia de imaginação a sua cabeça.
A distância era de um tempo sem fim e o tempo era o que tinha
A ponte que ele atravessa era imensamente grande, em que pese ser apenas um tronco
Em sua porta habitava muitos seres diferentes
E em sua cama as estrelas faziam ninhos que depois nasciam a cada noite.
A cama era uma grande nave, em viagens perigosas e livres, sem saber onde ia dar,
O quintal comprido, as vezes era deserto dos filmes de bang bang,
Outras vezes, o oásis das arábias com tendas e adagas reluzentes.
Tantas armadilhas foram armadas para pegar passarinho,
Tantos espantalhos desarmados, para ver de perto os periquitos,
Tantas noite de pega pega e estórias de assombração!
Num tempo de viagens, ele sonhava em morar longe, em fugir,
Num tempo de escola, ele inventava brinquedos.
Num tempo de carências, ele inventava alentos.
E assim no sereno ele foi se modelando como gente,
Até se acostumar a aceitar a rotina
E refazer as estórias, as viagens e os seus espaços de magia.

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