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Desordens do Progresso

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Os sinais de alerta e de socorro

As tempestades fora de hora nos causam tanto transtornos! ficamos desesperados com os seus movimentos.
Depois que elas passam, comentamos sobre os estragos mas esquecemos de suas causas.
O sol que esquenta cada vez mais a terra,
O mar que sobe ano a ano,
as tempestades de areia. A seca e as enchentes em lugares e épocas inusitadas.
Somos vítimas, somos predadores, somos causadores dos males que afligem a terra e os seres?

A garça é tão linda, mas ela tornou-se uma multidão de garças e perdeu a sua graça!
A lagoa ou virou pó ou virou lama. O rio sumiu ou virou represa, hidrelétrica e inundou terras fertéis, caminhos, ruas, quintais, onde moravam ribeirinhos e campesinos.
O verde ficou cinza, sumiu ou virou deserto verde, uma falsa moldura bem arquitetada para enganar os olhos e confundir a alma.

Os grilos da noite, uma multidão deles, tomou a cidade.
O som dos grilos, poesia da noite, orquestra bem elaborada pela natureza, perdeu sentido,
cansados eles continuam a cricar ao dia, inexplicavelmente.
Coisas da invasão do homem, do seu progresso inominável e de seu risco pra si mesmo.

Neste momento vemos um passarinho bicando a janela do carro, desesperado, sem compreender que o seu mundo já não existe mais.
E o nosso mundo existirá até quando?

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