Observatório

with Nenhum comentário

Sangue no site popular: brincadeiras de meninos

O Rádio, as páginas de internet e os jornais impressos de Eunápolis insistem em mostrar o sangue e a violência nua crua. A vida como ela é, poderia se dizer.
No entanto assim, sem uma análise, sem nada que esclareça as causas e abra a reflexão necessária, fica dificil a busca de soluções.
A sociedade local – de um lado os assustados e inertes e de outro os envolvidos direta ou indiretamente, todos parecem querer explicações sobre a violencia desenfreada que tem vitimado jovens, meninos e meninas em Eunápolis.
Esse parecer, esse assustar, não permite enxergar além do sangue dos jornais e sites, a violência estirada na rua. Porque a elite rica, a elite política, o estado e a sua polícia não permite que as pessoas pensem sobre o mundo desumano das empresas, do poder econômico que decide qual modelo de desenvolvimento, qual sociedade de classes, qual igreja e religião deve predominar.
A igreja, a diocese local e o seu bispo barrigudo com mania de grandeza, dorme. Fecha os olhos ante o crime.
O pobre e as famílias de trabalhadores não podem pensar sobre isso, apenas assistir dolorosamente ver os seus filhos serem abatidos como urubus.
Eunápolis é o cume da montanha seca, sem vida, com uma cruz e a insígnia dos jovens em grande número mortos.
Chama os rádios e jornais e a elite a sairem à rua para uma jornada em nome da paz e da justiça, pra você ver. Ninguém vai, todos preferem o silêncio, atrás do muro alto de suas casas, supondo estarem seguros do grande mal, dos meninos maus e suas armas de verdade.
O jardim é lindo, os meninos querem brincar, mesmo que se estrague a flor.
Afinal, a flor pode morrer, mas a elite quer é sobreviver e se empanturrar feliz.
Enquanto mais um menino morre no bairro mais próximo.

Deixe uma resposta