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Progresso da desordem

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Picolé do Marcelo

Marcelo fazia uma picolé de dá inveja a qualquer sorveteiro.
No quase cais da manhã de Cabrália ele abria as portas de casarão da sorveteria
E dali via cada movimento, de sua calçada grande
de seu alpendre de sol
de sua esperança nunca.

Marcelo tinha uma tristeza revelada – ele deveria ter muitas tristezas guardadas –
que era certeira para quem – como ele – viu Cabrália perder significados.
O turismo da pior espécie se instalara naqueles campos, naquelas praias
Entre Porto Seguro e Cabrália.
No entanto, Porto Seguro havia prosperado em nome do lucro e da expulsão de seus nativos.
Já Cabrália, somente recebia o onus dos pacotes turísticos que vinha de Porto.
Turistas em sucessivos ônibus desciam no cais de Cabrália, não gastavam um centavo sequer
Mas sujavam tudo, incomodavam a rotina dos moradores e ainda proferiam insultos contra aquele lugar pacato.

Marcelo não suportava vê aquilo e foi-se sem poder reclamar para qualquer autoridade o que via diariamente.
O picolé vendido em sua sorveteria era uma coisa de louco, de tanta maravilha.
Ainda bem que aqueles turistas feios e mal educados não descobriram o seu segredo, de fazer picolé maravilhoso.
Para não termos que aguentar filas de turistas, que trazem como sempre, o que há de pior em seus entretenimentos de nada.

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