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Vista do Crepúsculo no final do Século

Está envenenada a terra que nos enterra ou desterra
Já não há ar, só desar.
Já não há chuva, só chuva ácida.
Já não há parques, só parkings.
Já não há sociedades, só sociedades anônimas.
Empresas em lugar de nações.
Consumidores em lugar de cidadãos.
Aglomerações em lugar de cidades.

Não há pessoas, só públicos.
Não há realidades, só publicidades.
Não há visões, só televisões.
Para elogiar uma flor, diz-se: “parece de plástico.”

– Eduardo Galeano, escritor uruguaio em “De pernas pro ar”, Ed. L&PM, 1999.

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