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Música e movimento

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Belmonte é Negra

Os espetáculos ou apresentações dos chamados grupos populares, tradicionais de cultura, de festejos, de reza e folia, são regidos por rituais, consultas e licenças espirituais; preparativos que levam em consideração tempo, local e condições favoráveis. Em sua maioria, são festejos em dado local, onde ocorre a síntese de ciclos do cotidiano, elevando sentimentos e simbologias à materialidade do fazer artístico comum no terreiro, na rua, na igreja ou até mesmo num palco.

Os equívocos e a falta de uma leitura antropológica e cultural por parte de “autoridades” ou instituições ou empresas(sobretudo do turismo) tem forçado que a espetacularização e a repetição serial, suguem e banalizem as representações simbólicas dos grupos tradicionais de cultura em suas comunidades. Sem essa radical observância e sem a tomada de consciência dos protagonistas desse fazer artístico, para a proteção e controle dos seus bens materiais e imateriais de cultura, pode ocorrer o que infelizmente tem sido visto em muitas cidades do litoral, onde o turismo na sua face mais virulenta, destruiu comunidades culturais e expulsou os seus guardiões.
Belmonte, no extremo sul da Bahia é uma exceção na região – apesar da relação com o turismo.
A cidade é um celeiro de artistas e guarda em seus quintais, a memória cultural dos antepassados, que através dos grupos tradicionais encantam os seus filhos e visitantes que ali chegam nos períodos de festas e folguedos.
Serão dois grupos – Os Negros e as Nagôs, sob o comando de mestres cerimoniais, que irão se apresentar neste sábado, 21, no Ponto de Cultura do Viola de Bolso(vê programa abaixo).

Fruto de uma consulta e licença espiritual regida pela sinergia de movimentos em torno da Semana da Consciência Negra.
Ou seja, um momento ímpar e um privilégio para o Ponto de Cultura e os moradores de Eunápolis.

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