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Poesia

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Infancia
Queria saber como lavar a propria agua
aliviar o banho dos deuses
eu proprio esfregando as pedras
dando cor às aquarelas
desanuviando os montes do horizonte
lambendo os limos das montanhas
tentando o caminho dos heróis
e os descaminhos dos anti heróis.

Queria saber como esfregar a noite
e ouvir os cantos das janelas
e a correria no mato, dos parentes fugindo dos cachorros
e seus netos hoje, tendo que ouvir tais histórias
como se orgulho fosse, a marca de violência dos sobreviventes
daqueles sobreviventes sem sentido, dos mortos,
dos moribundos, dos estáticos
sem vida e sem cor
a cor do arco iris das montanhas
e da ginga dos heróis.

Queria saber como alimentar a lua
de farinha e de queijo
e desabar em tempestades de lembranças
como o choro das crianças velhas, dos pais e dos pais dos pais e dos pais dos pais dos pais
antes que a noite tentasse separar pensamento de memória, lembrança de souvenir, para que
pitoresca ficasse a saudade brasileira.

Queria esse desatino assim:
Meio musica meio nada.
Como o começo da descoberta do tempo,
de quando começamos a viver
e perceber a infância desperdiçada.

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