Na cidade qual fronteira?

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Uma cidade como Eunápolis é diferente de uma cidade como Belo Horizonte, por vários motivos.

A lista seria grande, mas nenhum dos itens trataremos nesta curta opinião.

primeiro porque BH nasceu planejada e Eunápolis surgiu do acaso daqueles que se aveturavam nestas paragens.

Décadas se passaram e a cidade que parecia se consolidar como uma comunidade pacata, hoje se vê invadida por gente de diversos estados; empresas que pipocam como ervas daninhas, carros, igrejas, farmácias; espaços da justiça a tentar resolver as injustiças do dia a dia, cometidas contra os trabalhadores e muito desequilíbrio.

A cidade perdeu identidade. Os bairros surgiram na geografia provinciana e por todos os lados os ambulantes dão cores e vida às ruas.

Os bairros são quase cidades, com a sua vida propria. Não existe inveja do centro.

A fronteira é a do preconceito, do medo e da discriminação.

O bispo criou a fronteira da festa em sua sede, a catedral da hipocrisia.

O juiz criou a fronteira da sabedoria e julga às pressas em nome da sua ordem monetária.

O prefeito gerou uma fronteira em sua propria sombra, e já não visita lugares públicos.

A grande empresa se tornou uma imensa fronteira, do seu tamanho e prepotência global.

Enquanto o povo solitário, não percebe a sua força e razão de ser.

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