A HORA DO PLANETA

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ESSA CIRANDA É DE TODOS NÓS –

Quando o poeta cantou “Essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todos nós”, homenageando e oferecendo a Lia de Itamaracá, parece que ele tinha o olhar para o planeta. Lembra também um cronista do nosso tempo dizendo “Eis a ciranda da vida, a ciranda do mundo, que mora em meu quintal, sente a aurora e em pleno vôo, observa os sinais vitais ameaçados. Ambos – a ameaça e o navegador que captura sinais – , invenção do próprio homem.”

Tecnologia, beleza, agressão e ameaça, são as faces de uma mesma moeda produzida pelo homem.

A Hora do planeta parece com essas profecias que só os poetas definem. Essa é uma hora de todos nós, não é minha só, nem daquele que se sente mais ou que se sente menos ameaçado.

A Hora do planeta é mais uma invenção da sociedade burguesa e dos seus filhos que atuam em Ongs espalhados pelo mundo. Mas cumpre um papel. O de amenizar os pecados das indústrias e das agressões que estas fazem ao planeta, porque, enquanto lutamos em defesa da vida – muitas vezes patrocinados por uma agencia de cooperação internacional qualquer -, milhões de produtos químicos poluentes deslizam terra adentro, provocando danos irrecuperáveis.

Londres, Rio de janeiro e Nova Iorque, terá o seu momento sublime de escuridão na Hora do Planeta. Uma hora depois, tudo voltará ao normal. Poluição e exploração devorando a ciranda da vida.

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