GREVE DO IFBA DESPERTA ESTUDANTES

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As mobilizações políticas tem grande significado e impactos nas sociedades. Numa comunidade de pequeno porte como Eunápolis, uma mobilização de estudantes deveria ser mais bem vista pelos moradores, comerciantes e autoridades.

Quando os estudantes e professoes ou outros segmentos dos trabalhadores saem à rua, a primeira coisa que se faz – quem faz? – é convocar a policia para por ordem no recinto. Velho resquício da ditadura militar. Sob a desculpa de que é precisa organizar o transito para que não se crie um problema no centro, a policia acompanha taciturna, os estudantes se manifestando.
Como ainda é curta a democracia– após mais de trinta anos de ditadura -, as pessoas parecem sem noção do que realmente está acontecendo, demonstram indiferença e preconceito. –  “o problema não é meu” – dizem. O problema é da educação.

Tanto da educação escolar recebida por aqueles cidadãos preconceituosos – falta-lhes a informação e a capacidade critica para romper com a estrutura mental imposta há décadas, que não permite enxergar a legitimidade histórica daquela ação estudantil.
O problema é da política educacional no Brasil, arcaica por fora e pro dentro, mas que há cada governo é maquiada em números, métodos e dirigentes públicos.

O estado brasileiro não tá nem aí pra estudante que pensa, que cria e que sonha o futuro do país. O estado brasileiro quer é mão de obra para as empresas que geram o lucro e o capital dos seus gerentes, a justiça, a policia, a igreja e os seus políticos sujos do congresso nacional.

Uma caminhada estudantil com a realizada nesta sexta, 05 de agosto(veja fotos ao lado), pelos professores e alunos do Ifba – com alguns estudantes da Uneb, se realizada todo mês, surtiria um efeito que resultaria em melhorias no transporte publico para toda a cidade, na promoção do pensamento critico com certeza e em surpresas de boas lutas que daria uma outra cara pra cidade. A gente aprende é lutando.

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