CAMINHO

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Já temos caminhado bastante. Não o bastante para cansar nem sentir cansaço, mas caminhado bastante para perceber o mundo com novos olhares, interpretá-lo em suas variadas forças  e organizar  as forças do mistério e das palavras para transformá-lo.

E  reunindo gente – aquelas pessoas que acreditam na causa -, tenhamos a bondade no coração.

Confessamos: às vezes o inimigo tenta confundir-se conosco, adaptando o seu discurso, seqüestrando as nossas palavras, criando o teatro do medo e a escola da banalidade, da brutalidade cotidiana, tentando crescer diante de nós.

Mas em vão, pelo simples fato de eles não trazerem consigo a paixão pelo que fazem  e sim a ordem do suposto poder que o dinheiro emana, como motivo central de sua ação nefasta.

Já temos reinventado palavras que o inimigo não mais alcança, mas é preciso ficar atentos aos efeitos colaterais que as nossas ações podem provocar. Nada que ameace o nosso caminho, claro, mas é bom ter atenção às  sombras que nos assombram  nas noites sem lua.

A intenção é revelada: a de fazer a ação generosa e perceber nela, o estímulo para o pensamento crítico que – ao descer o rio dos homens e das mulheres em nossa América Latina – vai florescendo junto aos galhos mais altos e com a riqueza das culturas. Aquelas ações e gestos que acreditamos, seja os que nos permite tocar o devir histórico e seguir caminhando.

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