Articulação em torno de projetos sócio-culturais

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Fortalecendo  parcerias

Desde o final de ano que o Viola de Bolso Arte e Memória  Cultural vem ampliando os contatos e fortalecendo parcerias com grupos sócio-culturais do extremo sul da Bahia. As articulações tem se dado a partir do projeto de Pontos de Cultura, do Minga Cultural e da perspectiva de aprovação do projeto “Jovens multiplicadores de Cultura”, através da Secretaria Estadual de Cultura, principal financiadora das ações culturais do Viola de Bolso. Todos os projetos foram acessados através de Edital Público instituído nos programas da Secult/Ba.

Os contatos históricos do Viola com diversas comunidades tradicionais campesinas da região tem favorecido uma articulação, cujo objetivo é dar visibilidade aos inúmeros grupos culturais que resistem em comunidades rurais organizadas. Vimos grupos celebrando e festejando os seus santos, divindades, suas alegrias e esperanças. Esse movimento e diálogo cumprem a função catalisadora das resistências, ao tempo em que revitaliza as expressões culturais, e traz à tona os bens simbólicos, supostamente relegados ao mundo da memória de um tempo que já passou.

Em dezembro do ano passado até o dia vinte de janeiro desse ano, ativistas e técnicos do Viola de Bolso visitou e filmou 08 grupos de Folias de Reis e Contradança e entrevistou diversos mestres, sanfoneiros, rabequeiros, cantadores e cantadoras, rezadeiras e mães de santo, desde a periferia de Eunápolis, na zona rural de Itapebi, Guaratinga e Itagimirim, como parte de um documentário no âmbito das ações do projeto do Ponto de Cultura.

Ativistas do Viola de Bolso reuniu-se com associações de moradores e outras formas organizativas(grupos de jovens de igrejas, por exemplo), para apresentação e efetivação de trabalhos em torno do projeto “Jovens multiplicadores de Cultura”, definindo as atividades propostas e as indicações dos jovens que irão receber bolsas(no perfil de estágios) para atuar na realidade em que vivem, com ações culturais orientados pelo ponto de cultura em doze meses.

Já o projeto Minga Cultural, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia, vai mobilizar e dialogar com 06 comunidades tradicionais e assentamentos campesinos de Eunápolis, Porto Seguro, Guaratinga e Belmonte. No momento, estão ocorrendo reuniões preparatórias com representantes locais e parceiros como o Centro de Estudos e pesquisas para o desenvolvimento do extremo sul – Cepedes e o MST.

A experiência tem sido muito enriquecedora e as lutas demonstram o tamanho dos desafios que a realidade apresenta. Concentrar o foco nas expressões culturais de cada lugar e perceber como elas se articula com as esperanças e modo de ver e estar no mundo, deixa diversas lições. Dentre elas, a lição de que é preciso sonhar com um mundo melhor.

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