Entre a voz e o silêncio

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publico no Ato dos 50 anos de luta contra a ditadura
publico no Ato dos 50 anos de luta contra a ditadura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na segunda, 31/04 ativistas do Viola de Bolso, o bando Estrovenga, estudantes, representantes do MST, o vereador Luca Leite, artistas e pesquisadores se reuniram no meio da rua em frente ao espaço cultural do Viola de Bolso para refletir sobre os 50 anos do golpe de 1964 e a ditadura civil-militar no Brasil. O evento reuniu um público atento e participativo em plena segunda feira de Eunápolis.

Algumas pessoas que falaram, lamentaram o silêncio das chamadas autoridades na cidade, da imprensa e de setores sindicais, como a APLB, que reune e mobiliza os professores na região, mas que carece de ações que provoquem um olhar crítico e estimule novas ideias. Assim também vimos o silêncio da OAB e da imprensa local, como se a memória tivesse sido apagada e não conectasse o futuro.

Felizmente, vimos estudantes, jovens de vários bairros, pais e mães de alunos das oficinas do Viola de Bolso, marcando presença.

poética da resistência
poética da resistência

“Faça do meu corpo o seu corpo irmão”, gritou o jovem do teatro, em solidariedade aos companheiros torturados pela ditadura.

O grupo de Teatro do Viola de Bolso apresentou duas performances poéticas com poemas de João Cabral de Melo Neto e a música de Milton Nascimento.

Ao final, o bando Estrovenga deu o seu recado musical: “vim de longe vou mais longe, quem tem fé vai me esperar”, cantando Geraldo Vandré.

 

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