Tatuagem de poeta

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Lau e uma renca de gente boa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia abaixo texto de Lau Siqueira sobre a visita ao Viola de Bolso, por ocasião de laçamento do seu livro, em 13 de abril/2018:

Não lembro de ter ouvido falar em Eunápolis antes.

A chamada maior vila do mundo. Uma vila, hoje, com mais de 150 mil habitantes. Fica num circuito de cidades que somam cerca de 500 mil habitantes, incluindo Porto Seguro. Pois bem. Quando anunciei as andanças  paara o lançamento do meu livro, o poeta George Ardilles e a poeta Clareanna Santana, saíram na frente: “fale com Sumário. Vc não pode deixar de ir até Eunápolis, no Centro Cultural Viola de Bolso.” Imediatamente incluí a cidade num roteiro que tive que desmanchar em parte, pois precisaria retornar para cumprir um compromisso em Sergipe assumido anteriormente e que eu pensava ser em maio.

Eunápolis me impactou em diversos aspectos. Não foi só um lançamento de livro. Foi um encontro com velhos amigos que eu nunca tinha visto antes. Sumário, Anselmo, Marcos, Joésia (casada com Sumário) e uma série de pessoas cujo nome não irei lembrar. O lançamento foi no Centro Cultural Viola de Bolso. Um espaço democrático e muito bem transado. Na verdade um Ponto de Cultura que fica no térreo do sobrado onde reside Sumário com a família. O único espaço cultural da cidade, diga-se de passagem. Todo mundo em Eunápolis sabe localizá-lo. Um espaço reconhecido pelos benefícios que traz ao lugar.

Pois bem. Chegou o lançamento e eu me surpreendi com o número de pessoas que foram ver um poeta que, certamente, não conheciam. Uma mobilização muito interessante que me fez vender livros em Eunápolis sem nunca ter pisado lá. Artistas, militantes, pessoas envolvidas com os movimentos sociais. Todos muito bem definidos. Alguns poetas. Muitos músicos. Gente que faz cultura na cidade. A galera do Hip-Hop. Todo mundo lá. Mundo pequeno demais. Conheci em Eunápolis pessoas lindas que tinham comigo uma afinidade incrível. Parecíamos amigos de outras eras. Descobrimos amigos em comum e ficamos com aquela sensação de “nunca te vi sempre te amei.” a sinceridade estampada no olhar.

Rolou um papo muito maneiro onde trafegamos por assuntos como políticas de leitura, conjuntura política e poesia. Pessoas recitaram poemas e no final rolou uma roda com poemas e músicas de primeira qualidade. Foi quando entendi que estava na mais mineira de todas as cidades baianas. As modas. Os poemas. O sotaque universalizado. O acarajé na Praça Gusmão. Me emocionei com a imensa amabilidade das pessoas. Acabei aceitando o convite e ficando para, no sábado, participar de um encontro da Nação Hip-Hop onde fui jurado numa batalha de RAP entre MCs de Eunápolis e de Porto Seguro. No domingo almocei com a família de Sumário e tomei meu rumo em direção à Paulicéia Desvairada.
Eunápolis, desta forma, entrou para a história da minha vida e senti uma vontade imensa de retornar para oferecer oficinas nas escolas públicas e fortalecer a luta daqueles guerreiros e guerreiras que me encheram de encantamento. Jamais conseguirei pagar o tanto de amor que recebi. Melhor espalhar, melhor espalhar…

Leia mais sobre a viagem poética de Lau Siqueira aqui

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