TRINTA ANOS E A CIDADE DORME

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iluminuras

 

Outra emancipação para reaprender

Cena 1: cem pra mil

A cidade é grande, são mais de 120 mil habitantes. Uma festa acontece, pelos 30 anos de emancipação administrativa, realizada na praça do Jacaré. A presença de mil pessoas que ali passou nos dois dias de festa torna o ato insignificante? Não. Porque, como ato simbólico{ aprendemos na antropologia cultural}, o ato simbólico marca a memória do fato histórico, carregado de simbolismo que dá sentido à coisa em si.

Cena 2: um presente

O local é pequeno, um espaço cultural que cabe pouco mais de cem pessoas.

Um show de música instrumental de uma banda de Jazz, com integrantes vindo de Salvador, nossa capital. A presença de 20 pessoas, dentre outros que passam, marcam a noite de um belo presente para a cidade, um privilégio musical sem precedentes.

Não há simbolismo nessa cena, nesse lugar, nessa apresentação musical.

Por si só a apresentação da banda nos enche de outros sentimentos, de ritmos, de sons que vem de longe, da áfrica como lugar, ou da música como instrumento de mensagem de luta contra a opressão, fantasmas ou entidades da cultura imaterial.

Qual o significado disso? Depende. Quem está ali na hora encontra significados e explicações, emoções. Quem não está, nem sabe.

Cena 3: estranhamento

Não existe mais nada. O vazio.

Só a música e o estranhamento dela, pela falta de costume que temos com a nossa própria cultura, nossa alma vazia.

Itamar Assumpção fala por nós. Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=PHLmdaNGcVM

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