ENCONTRO NÃO É NOTICIA, É ENCONTRO

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DAS FOLIAS SÃO AS VOZES

A cultura ancestral dos Griôs, que é passada de geração a geração, pelos pais para os filhos, pelos mais velho para os mais novos, na escuta, contação de histórias, pelos relatos dos moradores, pelos cantos e encontros de cantorias, pelas rezas, pelas curas, pela fé e pela devoção.

As Folias de Reis, os reiseiros, os cantadores das Folias são as memória e os exemplos disso, dessa perpetuação e dessa alegria de passar a palavra cantada, os relatos e os sonhos através das histórias e das rodas, da folias.

Isso é cultura identitária, afirmação étnica, altivez e sobrevivência, mesmo em tempos de opressão e violência contra as minorias, em tempos de não-futuro.

O Encontro das Folias de Reis da Costa do Descobrimento não será noticiado na rede de notícias que só mostra sangue e propaganda vendida, não terá o apoio das autoridades locais, nem atrairá nem aguçará a curiosidade de professores cansados. As culturas não cria modelos nem fecha os sujeitos em caixinhas, ao contrário, desperta e gera liberdade. Já as políticas culturais ainda demorará em ter o alcance necessário, como direito em um estado democrático e como fazer do cotidiano a produzir conhecimento e bens artísticos que alimenta sonhos e esperanças. A cultura ainda não foi reconhecida como a forma mais elementar para a superação dos males sociais do nosso tempo, porque a elite corrompida não deseja alcançar, nem justiça nem dignidade, nem cidadania.

Por isso não tem radar nem radares que interceptem e impeça de brilhar a criação ancestral das Folias de Reis.

Essa cultura regional que nos conecta com a ancestralidade.

Aqui vai uma dica para os estudiosos sociais, os pesquisadores sobre etnicidade, cultura popular, os professores das universidades locais: observem que no extremo sul da Bahia – depois dos povos originário da região -, somente os grupos de Capoeira e os grupos de Folias de Reis estão de pé, infelizmente. Os Capoeiras conseguem se renovar paulatinamente, mas os grupos de Folias de Reis tem dificuldades em se manter de pé, dada a falta de apoio e da sensibilização dos mais jovens, estes afetados pelo mundo moderno das banalidades e do consumismo capitalista.

Ainda assim, as Folias de Reis estão vivas, resistem!

Venha vê de perto, se inteire da programação aqui

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