FESTEJOS JUNINOS

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forrozeiros

Trio Nordestino

Entre santos e benditos, o trio nordestino se destaca nas festas de junho. Os festejos juninos tem forte presença no nordeste brasileiro, mas já se esparramou pelo brasil afora.

Somente em Minas Gerais ouvi o termo “festa julina”, uma boa invenção dos mineiros, para manter acesa a chama das festas de junho, um mês a mais, dado o período de férias escolares do sudeste ser em julho.

O trio nordestino: Santo Antônio, o casamenteiro; São João, o acolhedor e mensageiro do fogo sagrado; São Pedro, que acalenta as viúvas e viúvos, a renovar esperanças de novas parcerias amorosas, quem sabe.

Toda cidade de porte médio no nordeste, deve ter festejos dos três santos.

Eunápolis tem. Mas quem ganha em disparada é São João. Este comanda as celebrações de fé e de compartilhamento da alegria na cidade.

Antigamente todas as famílias faziam uma fogueira em sua porta para reverenciar a trinca de santos juninos. A madeira para a fogueira era recolhida no quintal, no fundo da moradia. Depois de um tempo, encomendava-se aos trabalhadores campesinos no entorno da cidade.

Uma orientação do Ibama impediu ou limitou fogueiras.

A cidade cresceu, veio o calçamento, depois veio o asfalto e o velho costume de celebrar foi se perdendo no tempo. Tem aqueles que insistem, como o velho Wilson do gusmão, que todo ano ainda faz a sua fogueira e celebra com os seus. Não é por acaso, é por resistência e memória cultural mesmo.

Bem do lado de sua casa fica o espaço cultural do Viola de Bolso.

São João sempre está presente, muito mais como costume e memória cultural, mas também por um ato de fé, de vida e de sonho, pois um dos atos mais compartilhados nos festejos juninos é o de oferecer o alimento, a culinária da época.

E viva Santo Antonio, e viva São João! E viva São Pedro!

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