Barracas ilegais em praias ameaçadas

with Nenhum comentário
caminho da praia

 

A lei do mais forte

Não tem surpresa na decisão da justiça sobre o caso das barracas irregulares nas praias de Porto Seguro. Mesmo assim o cidadão comum e consciente fica indignado com tamanha conivência e negligencia com o patrimonio ambiental, destruída há décadas é certo, mas que poderia ter a possibilidade de reparação de erros históricos, como se implantou o turismo regional. Analisar caso a caso e ‘julgar’ qual a barraca que está alinhada ou não aos procedimentos e marcos legais, vai sempre levar ao equívoco e à injustiça, tão presente nas decisões anunciadas pela noticia. Abriu-se o precedente e, agora, abisma-se o descaso e os acordos de gabinetes. Esta decisão – fruto de um acordo sabe-se lá como – beneficia duas barracas. A notícia no jornal fala de um “projeto de reordenamento da orla norte{de Porto Seguro}”, ou seja, o projeto deve prevê a liberação uma a uma, beneficiando as barracas, os seus donos e os interesses dos grupos econômicos ligados ao turismo na região. Vale mais a lei do mais forte, a lei do dinheiro.

Lamenta-se pronunciamentos de autoridades aplaudindo tal decisão judicial. Estas que deveriam observar e garantir a justiça imparcial e voltada para a proteção dos moradores, do meio ambiente e do futuro, ao contrário, manifestam-se supostamente preocupados com a economia, entretanto somente temem a diminuição de seus lucros, suas influencias e seus acordos políticos.

Evidente que órgãos como o Iphan não apoiam tal decisão, mas serem obrigados a assinarem TAC’s como estes, ferem profundamente os seus princípios e a sua história de luta para ver as barracas desentulharem aquele trecho de praia. Ibama e MPF devem torcer o nariz para a situação também, dada as suas responsabilidades nestes processos.

Parece uma coisiinha de nada, lê uma noticia no jornal sobre isso, pois ali não percebemos a tamanha responsabilidade histórica e os diversos aspectos que fez do modelo de turismo instalado em Porto Seguro, algo que ninguém quer para nenhuma cidade, modelo de turismo que expulsou os moradores locais e pilhou os bens culturais e naturais da região.

No noticiário da tv, donos de barracas se mostram “dispostos” a reparar erros e a liberar um dinheirinho para a “requalificação” da área. E as autoridades {MPF, prefeitura, etc} tentam justificar o injustificável.

No fim, os termos e acordos visam uma nova intervenção nos locais: mais quiosques, mais asfaltos e umas arvorizinhas para a sombra dos carros.

Rada64

https://radar64.com/noticia/barracas-de-praia-conquistam-certidao-de-ocupacao_39318.html

Deixe uma resposta