Luta e soberania popular

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O posto ipiranga é o inferno

Parece piada, mas é pavoroso. Vamos ter eleições em um país em estado de golpe.

E o pior, não sabemos se isso – a forma como está sendo conduzido o processo eleitoral -, vai resultar em algo bom ou ruim. Lula preso, costuras políticas duvidosas e um espectro de congresso que pode repetir o atual, com tudo de ruim nele.

Isso só confirma pra gente que a democracia é outra coisa, não isso que está aí.

Muito embora tenhamos vivido desde 1988 com uma nova possibilidade de sociedade democrática, após os anos de chumbo, o advento do governo Lula e toda a sua governança foi marcada – nas relações de poder – por desencontros, acertos e desacertos que pôs em xeque as conquistas da maioria do povo brasileiro, resultado das manobras no Congresso brasileiro, culminando com o impeachment de Dilma. E tornou ainda mais frágil aquilo que começávamos a chamar de democracia. Na luta contra-hegemônica dentro e fora do inicio{ao fim} do governo Lula o que se via era a distribuição do poder pendendo para o favorecimento dos grupos econômicos ligados à teoria desenvolvimentista e à conciliação de classes, velha política latino-americana de minar governos democraticamente eleitos, dizimar povos originários, florestas e bens culturais do povo e ameaçar a soberania. E assim aconteceu. Em meio a importantes garantias sociais e a aplicação de direitos em beneficio do povo brasileiro, constata-se a satisfação dos ricos e a virtude dos seus lucros, dos acordos das empresas em grandes licitações, da distribuição dos cargos nos ministérios, da indicação de juristas nos colegiados do supremo tribunal federal e das tendências partidárias no seio do próprio ministério público federal, além da contaminação ideológica facista da polícia federal.

Casos como a forçada instalação do projeto de Belo Monte, da conflituosa implantação da transposição do rio São Francisco, da não demarcação dos territórios indígenas e da conciliação com o agronegócio, dos acertos com os banqueiros, da distribuição dos privilégios e do tráfico de influencia na Petrobras, enfim, estes e tantos outros casos em que a relação e a prática do fisiologismo herdados nos governos de direita e que imperou – de certo modo – até o governo Dilma, em prejuízo das riquezas do território nacional. Esse rabisco aqui é quase nada diante do que aconteceu na verdade. E o golpe é o que nos restou.

Olhando para trás, vemos que o golpe da direita começou nas manifestações manipuladas de junho de 2013, iniciando a desestabilização do governo fraco de Dilma Roussef. Estava em jogo o Pré-sal, a posição do Brasil nos Bric’s, a autonomia da Petrobras e a {não}governabilidade da esquerda no futuro próximo.

Infelizmente, a ameaça contra a democracia e os direitos sociais dos trabalhadores e de todo o povo brasileiro é uma realidade.

Se o candidato da direita vencer as eleições, será um desastre.

A realidade que o posto ipiranga nos reserva é a dureza dos conflitos, uma vez que aos renegados, só nos restará lutas e protestos contra a tirania que poderá se abater contra o povo brasileiro.

Duvida disso? Leia matéria aqui…

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