seo agency

Lei Aldir Blanc, Juliette e o genocida

with Nenhum comentário

 

A Lei Aldir Blanc não salvou nem irá salvar os artistas e fazedores de cultura da situação em que se encontram, por conta da Pandemia da Covid-19. Ela também não é, nem de longe, um emblema do que deve ser – e ainda teremos sim -, uma política pública de cultura devidamente instalada e atuante no estado brasileiro, com cidadania participativa e democracia ativa.

Mas a Lei Aldir Blanc tem ajudado e muito os fazedores de cultura, mesmo que os entraves dos governos municipais(que tem muito que aprender a lidar e aceitar o direito cultural), sejam maiores que as propostas e alternativas para que os recursos cheguem aos artistas e aos seus espaços de cultura espalhados em todo o pais. Exemplo disso, basta acessar o site da Confederação Nacional dos Municipios CNM e estudar os números percentuais de ‘não utilização’ do dinheiro que deveria chegar aos artistas e não chegou.

Em Eunápolis, cidade localizada no extremo sul da Bahia, somente 45% dos recursos da Lei Aldir Blanc foram utilizados até agora. Mas graças à lei suplementar(Lei 14.150/21) que prorroga a execução dos recursos e amplia os prazos de prestação de contas, o dinheiro não empenhado poderá ser utilizado em novos programas e editais específicos. A Lei da prorrogação foi alvo de ataque do governo genocida, mas o Congresso não permitiu os vetos e aprovou a lei em sua inteireza.

Juliette, graças ao big brother, não precisa desse dinheiro. Mas conhece a realidade dos artistas brasileiros e valoriza a cultura de norte a sul do país. A nordestina é retada, ela tem posição e se mantém independente, ao não se render aos esquemas comerciais da propaganda enganosa e nem ficar em cima do muro. Ela já sabe desde o começo o que o governo bolsonaro é capaz de fazer e está fazendo, seu poder destrutivo e genocida, aos olhos do mundo.

O ataque de sua corja no congresso aos direitos indígenas é uma das maiores agressões aos povos originários, desde a colonização e um atentado aos direitos humanos no Brasil.

A ameaça à democracia é real, dada a desagregação das instituições democráticas e o desmantelo dos direitos sociais.

Por isso é hora de levantar e lutar, do seu jeito, mas todos juntos!

Deixe uma resposta