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A Rosa de Drummond
Áporo* Um inseto cavacava sem alarmeperfurando a terra. Que fazer, exausto,em país bloqueado,enlace da noite? Eis que o labirinto(oh razão, mistério)presto se desata: Em verde sozinha,aintieuclidiana,uma orquídea forma-se. * Carlos Drummond de Andrade, em A Rosa do Povo Ed. Record 2002.
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Proteger as Águas
Ele lembra como se fosse hoje, quando a sua avó nas noites de lua cheia chamava-os para ouvir as suas histórias, no centro da casa de chão batido.Ela dizia em tom de sabedoria:– Meus filhos, vai chegar um dia, em que o copo de água será vendido. Quando alguém pedir “me dá um copo d’água”,…
