Tag: Poesia

  • Poetas do mundo

    Elogio da Memória O funil da ampulhetaapressa, retardando-a,a quedada areia. Nisso imita o jogomanhosode certos momentosque se vão emboraquando mais queríamosque ficassem – José Paulo Paes, em “socráticas”, Ed. companhia das letras 2001.

  • Poetas do mundo

    Lista de preferências de Orge Alegrias, as desmedidas,Dores, as não curtidas. Casos, os inconcebíveis.Conselhos, os inexequíveis. Meninas, as veras.Mulheres, insinceras. Orgasmos, os múltiplos.Ódios, os mútuos. Domicílios, os temporários.Adeuses, os bem sumários artes, as não rentáveis.Professores, os enterráveis. Prazeres, os transparentes.Projetos, os contingentes. Inimigos, os delicados.Amigos, os estouvados. Cores, o rubro.Meses, outubro. Elementos, os fogos.Divindades, o…

  • Magia e Amizade

    Amigo Em Bertópolis, cidade pequena no interior de Minas Gerais vive uma amizade.Entre um rio e outroO Umburaninha e o chaco das estaçõesA rua da Bahia e a saída pra Batinga,Um amigo meu sempre me aguarda.Ele tem um sorriso que me flecha sempre que o olho,mais que isso, ele quando me abraça, o mundo se…

  • Estado Moderno

    Poesia é como lança Acompanhando audiências públicas, Conferências e reuniões do gênero, promovidas pelo estado dito moderno ou por empresas multinacionais que se instalam no Brasil, agridem o meio ambiente, destrói culturas, e ainda se dizem “santinhas salvadoras” do povo, lembramos aqui do poema abaixo, de Paulo Leminski. Ele diz: É como se fosse uma…

  • Zumbi

    SOU NEGRO Sou negromeus avós foram queimadospelo sol da Áfricaminh’alma recebeu o batismo dos tamboresatabaques, gonguês e agogôs. Contaram-me que meus avósvieram de Loandacomo mercadoria de baixo preçoplantaram cana pro senhor do engenho novoe fundaram o primeiro Maracatu. Depois meu avô brigou como um danadonas terras de Zumbiera valente como quêNa capoeira ou na facaescreveu…

  • Poesia em Gameleira

    Acalanto para Antonio Dantas – Geraldo Dantas – Ladra um cão viralataCanta o Ribeirão do Onçaa canção dos desenganados. A tristeza fere a insôniamas meu coração se recusaa sangrar mais uma vez. Hoje me faço um bravome armo de versos limpospara guardar a manhã. Essa noite, não me mato. * A poesia de Geraldo Dantas…